sábado, 13 de fevereiro de 2010

Vamos lá minha gente, que a porteira se abriu!

Aí a temporada de propaganda eleitoral foi aberta bem antes do tempo, escancarada, tipo grade de cela. Enquanto Arruda entra, vão saindo da prisão, que só existe na minha imaginação, um ou outro personagem lombrosiano [pode clicar sem medo, Mike também é cultura] da cena política deste país. Sabe como é, né? Todos são iguais perante a lei, mas uns são mais iguais que os outros, como já diziam os porcos daquela fazenda de Orwell. Todos visionários. Orwell e os porcos. E então podem fazer campanha antes da hora, porque agente é legal, agente falamos palavrão no palanque que é pro povo saber que ele é nóis, conosco ninguém podemos, é ilegal sim, e daí?

Não é que em pleno sábado de Carnaval, sou obrigado a saber que num filmete, tipo assim de propaganda eleitoral (não pode, mas pode, lembra?), aquela ex-vice-doutora da Unicamp fala mais ou menos assim: Venha com a gente. Vamos continuar mudando o Brasil. Ela e Lula, que casal bonito. Sobe a cortina, Lombroso sai da cova e aplaude de pé. Vê possibilidade de ressuscitar sua teoria. Mas deixa pra lá que isso é coisa feia, onde já se viu... Outra plastificada, D(!). Marisa Primeira e Única Dama, assiste com ciúmes, mas... fazer o quê? O negócio é ela ir para o país dela e dos filhos, a Itália - que só por um acaso do destino, esse travesso menino, é a terra de Lombroso (não consigo deixar de pensar nele, que coisa...) - quando essa porca miséria desse horroroso teatro se acabar.

Mas sabe que estou começando a gostar da Dilma? Vem com a gente agente!, é disso que este país o Brasil precisa. Tipo com agente do Ministério Público, da Receita e da Polícia Federal, com mandado de prisão, espada na cinta e algema na mão, bão-ba-la-lão. Agente financeiro não; isso já tem muito em Brasília, que o diga aquela assentada do Incra em cuja conta bancária  a Caixa depositou meio que 800 mil unidades da Moeda do Soberano Tesouro, tipo assim destinados ao M$T.

Que venham com a gente agente todos os agentes. Se eles não vierem estamos fodidos, chaveados, bolivarizados, a cidadania encampada e mal paga, passando de mal para muito mal, uma alegoria horrenda do país do Carnaval.

Vamos mudar o Brasil, sim. Vamos colocar ele num avião e levar pra Itália, que lá juíz morre mas não abaixa as calças pra mafioso.

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Da editoria L'etat, c'est moi: por falar em sucessão monárquica, segundo a ABC News, Omar Bin Laden, um dos filhos de Osama Bin Laden, declarou que, se o seu pai for morto, os membros de alto escalão da rede terrorista al-Qaeda que o sucederão provavelmente serão muito piores: their mentality wants to make more violence, to create more problems. Caramba, já pensou?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Eliminações

E vai que resolvi pensar um pouco. Como diz o outro, pensar não custa, dói menos que injeção. Aí pensei: como assim, "como assim"? Resolvi que não mais como assim. Doravante como assado, melhor ainda se grelhado. Tipo eliminar gordura, faz bem para o colesterol, sabe? Ele tá na dele, controlado, o bom HDL tá nas nuvens, quase recorde registrado. É que não quero surpresa, vai que o diabo põe a mesa e cráu - fucks me, if you know what I mean. Saúde is in da house.

Bom carnaval pra todos, não precisa correr que tem pra todo mundo. Menos pros que estão no zoológico plim-plim, tipo assim: eu votei nela porque ela é legal, não quero comer não. Mas também sou tipo legal, sabe, não quero ser eliminado, tipo colesterol, tá ligado? Mas continuo achando que seria mais engraçado com cegos&tarados, em vez de belos&sarados.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Três homens foram enforcados

E vai que três homens foram enforcados em 1911, pelo suposto assassinato do juiz inglês Edmund Berry Godfrey. A execução se deu numa colina, que passou a ser chamada de Greenberry Hill. Os sobrenomes dos condenados eram Green, Berry e Hill.

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... Brasília: bras... ilha... plana... altiplano, planalto, altos planos... ajuda... arruda... círio pará... para, ciro!... chuva, temporal, nevasca, neves... cachorros, cães, sarna, sarney, dálmatas, dilmatas... muitas delas, uma pá de putas, prostiputas lolitas dos deputados no carlton heartbreak hotel, tolas lolas, lulices... céu negro, temerário, temer... Não - nada dá liga com nada no Brasil, volto para Greenberry Hill.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E os dois estavam lá, abraçados, agarradinhos...

Aí eu estava zapeando antes de dormir. Vai que passo por um canal... hmmmm... parece coisa pornô. Um homem deitado de costas no chão, usando um shortinho, com as pernas abertas, jogadas para cima. Por cima dele, encaixado, um outro abraçando ele, tipo agarradinho. Estão lá, paradinhos, um deitado em cima do outro, só curtindo. De repente, sem mais aquela, o de cima se ergue e começa a esmurrar o de baixo. Caramba, um, dois, quatro, nove socos na cara! O que ele ouviu que fez ele ficar emputecido desse jeito? Não ouvi nada, nem o gongo tinha soado, salvando o de baixo.


E era um festival de socos tão ferozes que eles às vêzes erravam o alvo e acertavam o chão. Mas quando acertavam, sai de baixo (com trocadilho e duas pedras de gelo, por favor). Lá pelas tantas começa a sair sangue do saco de pancadas. Em instantes, da cabeça, da testa e da boca escorre o sangue arrancado. A multidão delira, o narrador parece alucinado. Aliás, só pode ser um alucinado, pois diz que o de cima é um rapaz que tem um coração grande. Nessa hora eu pensei tipo assim  putaquepariu, catzo, devo estar ouvindo errado!, não pode ser, ele deve ter dito outra coisa.

E a pancadaria continua tipo cada vez mais selvagem e o de baixo não reage e a multidão urra e exibe faixas e cartazes de torcida e o sangue continua a escorrer e o gongo não toca. Quando acaba o assalto (tipo a  mão armada, mesmo), cada um vai para o seu canto. O vitorioso espécime da raça olha ao redor e saboreia os aplausos, com um leve e desafiador sorriso no rosto. O outro vai acanhado, tipo cabeça baixa, vendo o mundo todo vermelho. Aí começa a avaliação do narrador, que continua empolgado mesmo no intervalo da porradaria, tipo está muito boa a apresentação do fulano, ele é um cara que tem um coração grande! Êpa, eu tinha escutado certo antes, além de ele ser o cara, ainda tem um coração grande...

É isso, o Ministério da Saúde Mental adverte: zapear pode fazer mal. Ainda mais quando se cai num canal como a ESPN, onde dois homens se abraçam e trocam porrada no intervalo entre duas esfregações suadas. Eu estava tipo certo logo de cara, era mesmo um canal pornô. No final das contas, o apanhador no ringue sem centeio terminou fodido, fodido e meio. Perdeu sangue, perdeu por nocaute técnico.

E vai que nos intervalos ainda aparece uma gostosa de biquini anunciando o número do próximo round. Deve ser para atrair público masculino hetero. Duvido que adiante alguma coisa.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

No fim das contas, Chávez pode estar certo

Mas tem uma coisa não vou conseguir entender nunca. Os caras da televisão sabem faz tempo que fazem cabeças, tadinhas delas, das cabeças. Sabe aquele povo que inventou de falar "catástrofe humanitária" na telinha de LCD? Que parece que adoça o café com LSD? Pois é, aquele povo. Aí tem lá uns personagens de novela que ficam uns quatro ou nove capítulos imaginando uma revanche ou uma simples sacanagem com algum coitado (coitado vem de coito, é o mesmo que fodido, viu?). Às vêzes tem aquelas personalidades deformadas de sempre. A arte imita a vida é o cacete!, muitas vêzes aquela "arte" ensina os vivos, e mal. Tipo quando uma adolescente (aquela gente que hoje em dia parece que tem entre 6 e 11 anos, sabe?) está vendo a personagem megera planejar uma sacanagem contra alguém, aí vai e pensa hmmm... é isso mesmo que vou fazer com aquela menina que roubou meu namorado!, sabe? Pois é, então dá merda, na televisão e na vida real.

Mas o que me faz achar que o futuro da televisão brasileira é o twitter, é a qualidade dos apresentadores de telejornal. Caramba, que porcaria de textos! Vai que o presidente passa mal. Aí o apresentador olha para a câmera e dispara: O presidente, ele passou mal. Como assim, "o presidente, ele"? Teve uma hora dessas que o pronome entrou onde não devia (êpa!) exatas três vêzes em menos de um minuto, juro!, tipo assim sem um creminho nem nada.

E o "exatamente"? O doutor fulano, ele que é exatamente o presidente do tribunal etcetera e tal... Ah, o "exatamente"... dá tempo para o cara pensar no que vai dizer depois. Tem gente que não consegue pensar e mascar chiclete falar ao mesmo tempo, fica usando assim uns artifícios para ganhar tempo.

Quer saber? O Chávez, sabe aquele coronel meio louco da Venezuela, que gosta tanto de ditadura militar de direita que criou uma só para ele e pintou de vermelho? Pois é, ele mesmo. Acho que o Chávez está certo, tem mais é que controlar as estações de TV que não falam bem dele, ai, ai, ai... onde já se viu, vem já pro meu canto, estação feia! E com a televisão que agente nós temos, penso que o atual presidente do Brasil - não digo o nome porque dá azar - devia continuar copiando Chávez, ir pelo mesmo caminho. Os canais iam ficar só mostrando aquela discurseira feita na hora, costurada sem nexo nem plexo, falando eu sou legal, minha mãe nasceu analfabeta mas nunca teve alguém tão legal como eu na História deste país. Aí dava um sono danado em todo mundo, e a insônia ficava eliminada, por decreto. Mas acho mesmo é que estamos tipo fodidos, sabia? Não? Pois devia saber.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Que $#*&$* de censura nova é essa, Google?

Aí o Google, sabe aquela empresa que ficou gigante pesquisando gigabytes em gigasites no mundo inteiro, você tecla uma palavrinha e ele sabe de tudinho onde ela aparece, tudinho mesmo? Pois é, o Google, aquela empresa, lançou um celular, o Google Nexus One. Bonitinho, cheio de promessas, deixou até os fãs e acionistas da Apple - acertou, aquela empresa do iPhone - em polvorosa. Não, nada a ver com pólvora ou explosão; polvorosa é tipo um estado de ansiedade, meio que como uma ameaça pairando no ar, que a gente não sabe de onde vem, o que será que vai acontecer, essa polvorosa.

Vai que uma das coisas bonitinhas do Nexus One faz bastante nexo. Com aqueles teclados tipo pequenininhos, é uma droga digitar mensagens de texto, né? Mas aí a equipe de projetistas pegou e colocou nele uma função de reconhecimento de voz! Ôba, não vamos mais digitar mensagens, a gente vai meio que falando e o telefone (?) vai escrevendo o ditado, que nem que quando a gente estava lá no primário e a professora ia falando e a gente ia escrevendo. Só que agora a professora somos agente a gente nós e o aluno é o telefone!

Só tem um problema, é que o pessoal do Google aprendeu a censurar. Isso mesmo, o governo chinês gastou um tempão ensinando o Google a esconder alguns resultados quando a pesquisa fosse feita na China. E o Google aprendeu direitinho, que coisa feia, Google. Agora que você diz que pode até sair da China mas não vai mais censurar nada, a gente até quase acreditamos acredita em você. Mas o que foi que o pessoal do Google resolveu fazer? O telefone novo deles censura quando você fala um palavrão, tipo "não escrevo isso não"! No lugar, põe um monte de "###" no texto, que é pra você aprender a ser educado, vai lavar a boca com sabão, onde já se viu!

Aí eu fico pensando naquelas coisas de "o futuro vai ser bem legal, vai ter um monte de coisas bacanas, as máquinas vão ajudar a gente". Pura enganação, quem faz as máquinas faz todo o resto que quiser, faz até censura. E aí o futuro parece que ficou lá atrás, em 1984, quando ia ter essas coisas todas de Big Brother vigiando o povo e ensinando novilíngua e duplifalar. Ei, isso não tem nada a ver com aquele programa idiota de TV não, noutra hora eu explico.

O importante agora é censurar a censura do Google no nosso próximo telefoninho (existe isso, de censurar a censura?). Ô do Google, quer saber? Vai se *@&#%#@!!!

Não acredita nessa história de um telefone censurar o usuário? Sabe ler inglês? Então vai ler a matéria da Reuters. Senão, já sabe, né?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Como assim, "quitando o circo"?

Vai que estou trabalhando e tipo ouvindo televisão ao mesmo tempo, tudo junto. Aí o notíciário acaba, entra um comercial. Quitando o Cirque du Soleil... oba, deve ter algum desconto para quitação antecipada. Ouço com mais atenção, nada de contrapartida. Aguço mais o ouvido, na próxima eu não perco. A próxima chega, tipo Quitando o Cirque du Soleil até o dia 7 de fevereiro. Ponto. Assim mesmo, "quitando até o dia 7 de fevereiro", a frase acaba sem mais aquela.

Aí eu pergunto: que vantagem Maria leva se quitar até o dia 7? Podia ser tipo quitando o Cirque du Soleil até o dia 7, você ainda leva grátis este multi-espremedor-vaporizador-higienizador-aspirador! Nada disso. Eles esperam que eu quite algo, mas não dão o menor troco de volta. Quer saber, Cirque? Feche a quitanda, vá se foder, e estamos quites e quitados.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Jornalismo colaborativo é o cacete

Quem é do ramo sabe que quando uma grande empresa quer colaborar com alguém, alguma coisa escondida tem. Essa história, tipo "jornalismo colaborativo" é um belo de um exemplo.

Vai que o Globo Online gosta muito de jornalismo colaborativo. Sabe o GO, aquele canal online do jornal O Globo? Pois é, ele mesmo. Aí o GO pegou e inventou o eu-repórter, o eu-fotógrafo, criou até o eu-semi-alfabetizado para colaborar com os semi-alfabetizados que escrevem matérias por lá. Como os grandes jornais sempre quiseram meio que o fim da obrigatoriedade do diploma para a prática do jornalismo, para eles ficou bem legal, esse povo todo trabalhando de graça, ora escrevendo mal, ora pior ainda.

Em meio à tragédia que aflige o Haiti, aquele país que praticamente acabou-se sem sequer ter tido a oportunidade de ser uma nação, a edição de hoje do GO consegue fazer ridículo: classifica a situação haitiana como sendo uma "tragédia humanitária". E olha que era texto de jornalista, não de "eu-jornalista".

Vai que alguém podia chegar e dizer assim tipo "Ah, mas deu pra entender, tudo é a mesma coisa, né?". Meio que discordo. No fim das contas, se tudo fosse a mesma coisa, eu podia dizer "vai chupar um prego" ao invés de "passe-me o saleiro, por favor". Vamos e voltemos, oras.

Então eu peguei e escrevi assim pra eles:

Se nessa redação alguém tivesse a necessária intimidade com o idioma, saberia que "humanitário" diz respeito àquilo que é carregado de essência humanista - tudo o que uma tragédia não é, confere?

Que legal, acho que alguém leu; voltei lá para capturar a tela e mostrar aqui, mas já não estava mais daquele jeito. De qualquer forma fica aqui a sugestão: vá se foder, GO. Ou, ao menos, contrate gente que saiba escrever. Leitor pode errar, tudo bem. Afinal, não existe "diploma de leitor".

Atualização: olha que legal, escrevi sobre esse assunto para uma diretora de telejornalismo da Globo, que foi minha professora de jornalismo, e ela meio que gostou, tipo agradeceu e tudo o mais. Valeu, Jackie!


* Mike é jornalista graduado, nestes tempos de jornalismo sem lei.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fui dar uma espiadinha

Diz que você não fica com uma tentação também, diz. Pois é, eu fiquei. Não tinha mais nada pra fazer nesta noite quente e chuvosa. Fui ver o Big Brother, sabe? É um programa daquele canal de televisão que no meio da novela dá dois closes do volante de um carro. Os dois personagens conversando lá dentro, a câmera pega e vai pro centro do volante, dá um close na marca do carro. Aí o motorista começa a mostrar pra gata que ele consegue mexer no rádio sem tirar as mãos do volante. Close no display do rádio, a estação muda ou o volume aumenta, sei lá. Aí a câmera pega e volta pro volante. Super-legal. Kiazar de quem perdeu isso. Perdeu também outros dois personagens combinando ver "aquele filme do Lula, muito bom!" Inimigos, inimigos, merchandising à parte, sabe? Pois é, aquele canal.

Mas aí fui dar uma espiadinha. Tinha tipo um monte de gente numa piscina. Que bom, uma piscina nesse calorão. Aí teve uma conversa mais ou menos assim, entre dois deles:

É muito feio isso que você tem tatuado no braço, essa suástica!, diz a menina pro menino, indignada.

Não tem nada a ver, isso é um símbolo religioso, responde ele, didaticamente.

Que nada, sabe o que é isso? É o símbolo do holocausto! (quem pôs o "h" aqui fui eu, não sei se ela falou com "h")

Queisso?! A suástica é um símbolo religioso, tem mais de 3 mil anos!, retruca ele, meio inseguro.

Não, você tem que ver o peso cultural que isso tem, argumenta a menina, intelectualizando o debate.

Nada disso, isso é sânscrito, é o símbolo do zen-budismo!, encerra o garotão sarado.

E eu fico assim pensando, sabe, será que ainda vale a pena pensar alguma coisa? Vendo estas duas tribos em disputa, a dos belos e a dos sarados, acho que seria menos triste se fossem outras duas, a dos cegos e a dos tarados. Tipo assim, fim do mundo por fim do mundo, acho que seria melhor gargalhar do que chorar, né? Pois é, eu acho. Acho que esse povo todo tem mais é que se foder.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ô Arruda, vá se foder!

O "Vá se foder" de hoje é do Arruda. Sabe o Arruda? Aquele pilantra que sucedeu o outro pilantra, o Roriz, como governador do DF? Pois é, o Arruda. Aquele que perdoa para ser perdoado, moço comovente, esse. Tem tipo assim cara de ex-seminarista, mesmo.

Pois vai que o presidente da Câmara Distrital (isso é tipo assim Assembléia Legislativa Estadual, mas Brasília não é estado, é distrito, viu?), então o Leonardo imPrudente  (sem partido, ex-DEM), aquele que hoje reassumiu o posto de presidente da Câmara, depois de afastado sob a acusação de comandar um esquema de cobrança de propina e pagamento de mesadas a parlamentares aliados, sabe? Pois é, ele era do DEM e se afastou para evitar processo de expulsão. Então vai que o imPrudente, não satisfeito com sua folha corrida moral, resolveu deixar o povo e a imprensa afastados da sessão de hoje, na Câmara dos Horrores do DF.

O motivo alegado para fazer mais coisas às escondidas? Tipo falta de espaço para todo mundo lá dentro. Pois é, nas meias dele tem espaço para maços de dinheiro, mas na Câmara dos Horrores do DF não cabem nem o povo nem a imprensa. Por falar em não cabe, no site da OAB-DF, cujo presidente é Francisco Caputo - que nas horas vagas opera como advogado do governador Arruda - não cabem notícias desabonadoras sobre o cliente dele. Pois é, no site da OAB não tem mais nenhuma das notícias que se acumularam sobre o escândalo do mensalão do DEM, obra tocada com fervor pelo cliente do Caputo. Lá naquele site da Ordem dos Adi Ade Advogados do Brasil também não tem mais nenhuma notícia ruim sobre o Arruda. O Caputo tá certo, eu também ficava puto se falassem mal de cliente meu, apagava tudo, tudinho mesmo.

E por que o pilantra que preside a Câmara dos Horrores do DF não leva o "Vá se foder" de hoje, mas o chefe dele, o Arruda, leva? Porque o Arruda, merece muito mais, é o mentor da corja, o chefe da quadrilha que assumiu no lugar do bando do Roriz. Só por isso, apesar de ele ser muito bom em perdoar as pessoas, sabe?

A única coisa que afastou meu mau humor hoje foi ouvir, no noticiário da GloboNews, que do lado de fora da Câmara dos Horrores do DF havia gente meio que protestando a favor do Arruda. Como assim, GloboNews? Você não sabe que só se protesta contra? A favor, é manifestação, viu? Fala sério, maluco...

Ô psit, ô da GloboNews, leva o Aulete quando for ao banheiro, tá?

(pro.tes.tar)
v.
1. Manifestar insatisfação, discordância, revolta; RECLAMAR [tr. + contra : Os alunos protestaram contra o excesso de matéria antôn.: Antôn.: acatar, apoiar, aprovar. ] [int. : Os alunos protestaram]
2. Realizar manifestação pública de protesto (como comício, passeata). [td. : Pensavam que protestar na avenida Paulista intimidaria os banqueiros.]
3. Clamar, bradar por. [tr. + por : protestar por melhores salários.]
4. Jur. Cobrar na justiça pagamento de. [td. : protestar um cheque.]
5. Afirmar (a alguém) a intenção de; PROMETER [tdi. + a : O candidato protestou aos eleitores defender a educação pública.]

11/02/2010 - ATUALIZAÇÃO: Arruda se fodeu.